Ingredientes amazônicos são utilizados em bebidas inovadoras

Não é de hoje que sabores genuinamente amazônicos têm encantado chefs e inspirado receitas de comidas e de bebidas. 

Recentemente, a Kiro, produtora de um tipo de bebida relativamente nova no mercado (o switchel), mas já com grande aceitação entre o público consumidor, desenvolveu dois novos sabores: Maçã + Pimenta Jiquitaia e Cumaru + Cupuaçu.

A pimenta Jiquitaia, indígena é fornecida por comunidades do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, indicada pelo Origens Brasil. Já o Cumaru é fornecido pela Manioca, negócio que integra o portfólio do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da Plataforma Parceiros pela Amazônia. O Cupuaçu vem do sul da Bahia, produzido em uma fazenda familiar.

Comprometida com a cadeia produtiva e a rastreabilidade dos ingredientes, buscando a valorização do agricultor e o resgate da relação entre cidade e campo, a Kiro trouxe para o país a categoria de switchel, que embora tenha origem incerta, já era popular entre os trabalhadores rurais norte-americanos desde meados do século XVII como um isotônico natural. No Brasil, o produto se posiciona como alternativa a bebidas alcoólicas, sendo comercializado em bares, restaurantes e também pelo site.

Ingredientes amazônicos cada vez mais valorizados

“Já tínhamos o desejo de lançar novos sabores há um tempo, mas por vários desafios que surgiram ao longo da nossa trajetória, esse plano acabou sendo adiado. Fizemos muitos testes de receitas, sabores, frutas, sementes, enfim, e acabamos decidindo por esses sabores que lançamos agora”, diz Leeward Wang, um dos sócios fundadores da Kiro. “Cuidamos muito da origem dos ingredientes, e todas as histórias que eles trazem dão muita força para o produto, porque são ingredientes muito preciosos. ”

A conexão com os fornecedores amazônicos foi feita pelo AmazôniaHub, negócio de impacto localizado em São Paulo que conecta pequenos e médios produtores da Amazônia com consumidores em todo o Brasil. Rodrigo Ribeiro, do time da Kiro, fez o contato.

“Conheci o Rodrigo há alguns anos, quando ele trabalhava em uma iniciativa de conserva de pirarucu com óleos amazônicos. Nos reencontramos esse ano, no Galpão Biomas do Instituto Auá. Eles conversavam sobre o Cambuci, da Mata Atlântica, e começamos a falar sobre matérias primas amazônicas. Ele levou amostras de frutas e sementes para testes, e logo começamos a apoiá-los na busca dos fornecedores”, diz Kaline Rossi, CEO e co-fundadora do AmazôniaHub,

O AmazôniaHub tem feito pontes com vários parceiros para o fornecimento de ingredientes amazônicos em São Paulo, Curitiba, e mais recentemente com um comprador alemão que comercializa óleos e manteigas vegetais para fins cosméticos.

A Manioca, que fornece o Cumaru para a Kiro, começou sua trajetória abastecendo chefs de grandes restaurantes do Brasil com os sabores amazônicos, e agora já testemunha a diversificação de empresas interessadas nos ingredientes da floresta.

“Indústrias de bebidas, doces, produtos veganos, dentre outros, estão usando nossos sabores para criar produtos maravilhosos, que além do sabor trazem a preocupação de fortalecer nossa biodiversidade. Mais recentemente, passamos a fornecer para a Kiro, que produz uma bebida cheia de personalidade e que nos orgulha ter como parceira. E também para a Amazonika Mundi, que produz carnes plant based e passou a usar ingredientes amazônicos”, diz Paulo Reis, sócio da Manioca responsável pelo comercial. 

Foto: Kiro/divulgação

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