Rodada de empréstimo coletivo promovida pela SITAWI para negócios acelerados pela PPA se esgota em menos de 24 horas

A SITAWI Finanças do Bem, integrante da PPA, promoveu uma rodada de empréstimo coletivo em março, focada em cinco dos negócios que participam do Programa de Aceleração deste ano. A grande surpresa é que as reservas se esgotaram em menos de 24 horas. No total, a rodada contribui para mobilizar R$ 3,2 milhões, dos quais cerca de 30% foram mobilizados por meio da plataforma e vêm da própria SITAWI e de pessoas físicas interessadas em ressignificar seus investimentos e apoiar negócios que estão transformando a sociedade.

A plataforma de empréstimo coletivo é uma iniciativa da SITAWI e do Instituto Sabin. Nesta rodada amazônica, também tem como parceiros estratégicos e financiadores a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), o CIAT (Centro Internacional de Agricultura Tropical), o Instituto Humanize, e como parceiro de execução o Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia). 

O rápido apoio dos investidores através da plataforma superou as expectativas dos organizadores: “O enorme interesse em participar dessa rodada de empréstimo coletivo focada em impacto positivo na Amazônia foi surpreendente e ultrapassou nossas expectativas. O sucesso dessa rodada, obtido em tempo recorde, mostra que há uma demanda retraída por investimento de impacto no Brasil, especialmente de pequenos investidores. Também reforça o nosso entendimento de que bons projetos conseguem conquistar fundos para viabilizar e alavancar as suas operações”, diz Andrea Resende, Gerente de Finanças Sociais da SITAWI.

Os cinco negócios que participam desta rodada são: COEX Carajás, cooperativa de Parauapebas (PA) que tem como missão gerar renda e recuperar florestas pela extração sustentável e comercialização de produtos florestais; Na Floresta/Na’kau, de Manaus (AM), que fabrica chocolate a partir da produção sustentável de cacau por comunidades ribeirinhas agroextrativistas; OKA, de Ananindeua (PA), que produz sucos com frutas nativas da Amazônia; Pratika Engenharia, de Manaus (AM), que vende e instala painéis solares a valores acessíveis para comunidades quilombolas isoladas da Calha Norte do Estado do Pará; e Tucum Brasil, com sede no Rio de Janeiro (RJ) e atuação nacional ao promover a arte das populações indígenas e tradicionais do país, gerando valorização cultural e renda para suas comunidades.

Os investidores receberão o valor de volta durante dois anos, com o pagamento de parcelas mensais referente ao principal mais juros, equivalentes a um retorno previsto de 12% ao ano. Além de ter taxa atraente em tempos de juros baixos, o investimento proporciona impacto positivo, alinhado à conservação das florestas. Para os empreendedores, a plataforma também é uma opção vantajosa, porque possibilita condições melhores de juros em relação ao mercado.

“Ficamos muito felizes em ter a SITAWI como parceira e investidora, implementando a rodada de empréstimo coletivo para a Chamada de Negócios da PPA em 2020. Isso traz uma diversidade de investidores que, mais do que aportar recursos, irão disseminar o quão viáveis e atraentes podem ser os negócios de impacto na Amazônia”, avalia Mariano Cenamo, coordenador do Programa de Aceleração da PPA e diretor de novos negócios do Idesam.

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