Programa de Aceleração e investimento da Plataforma Parceiros pela Amazônia divulga boletim de impacto de 2019

O Programa de Aceleração da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) concluiu a avaliação do impacto de seu primeiro ano em funcionamento. Em 2019, os 15 negócios acelerados, localizados nos estados do Amazonas e do Pará, receberam um intensivo pacote de apoio incluindo workshops, mentorias, assessorias e ferramentas para gestão e marketing, além de se conectarem em oportunidades de networking e cooperação.

Juntos, esses negócios geraram 251 empregos diretos, e 67% deles têm mulheres na liderança. Ao todo, 43 municípios e cinco estados são impactados positivamente por sua atuação, beneficiando 110 comunidades.

Esses são alguns dos dados do Boletim de Impacto 2019 do Programa de Aceleração, que traz indicadores sobre impacto socioambiental, evolução dos negócios, gestão e governança e capacidade financeira. O conjunto de indicadores foi desenvolvido pela PPA em colaboração com os próprios empreendedores e parceiros, e é composto por 36 itens.

“Essa visão que a gente passou a ter com o Programa, da necessidade de ter indicadores socioambientais, trouxe um fortalecimento muito grande para os negócios. Apesar do coração da minha empresa já ter essas preocupações, a gente não tinha os dados sistematizados para poder demonstrar de forma clara o nosso impacto”, diz Joanna Martins, da Manioca.

O Programa investiu R$ 1.870.000,00 nos negócios acelerados em 2019. Algumas startups participaram de uma rodada de negócios com investidores, que levantou mais R$ 1.100.000,00, investidos por USAID, Conexsus, NESsT, SITAWI e Denis Minev nos negócios Manioca, Ração +, Peabiru Produtos da Florestas e Encauchados de Vegetais da Amazônia.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados desse primeiro ano do programa, tanto pelo sucesso na construção de uma metodologia robusta de avaliação e monitoramento adaptada para a realidade amazônica, como pelo próprio impacto gerado pelos negócios e startups apoiados em apenas 12 meses”, avalia Mariano Cenamo, diretor de novos negócios do IDESAM e coordenador do Programa da PPA. ”outro resultado incrível foi a formação de uma rede de apoio e colaboração entre os próprios empreendedores, que compartilham permanentemente aprendizados e até fazem negócios e parcerias. ”


Inovação e trabalho em rede

Um dos diferenciais do Programa de Aceleração da PPA é a sua customização em acordo com as necessidades dos empreendedores da Amazônica. E também a cocriação com uma extensa rede de parceiros e com a primeira turma acelerada. Alguns dos empreendedores já haviam participado de outras jornadas de aceleração, mas relataram que nenhuma delas foi tão atenciosa às peculiaridades de região.

“O Programa da PPA fortalece muito os laços entre as pessoas que atuam na Amazônia, e todos juntos vamos muito mais longe e mais fortes”, avalia Joziane Alves, da 100% Amazônia, um dos negócios acelerados em 2019.

Uma rede de apoiadores e parceiros tem também dado suporte e participado ativamente do desenho do Programa, em constante evolução e adaptação às necessidades dos negócios. Participam dessa rede empresas, organizações da sociedade civil e investidores sociais privados (filantropia).

“A Amazônia tem grande potencial de empreendedorismo, mas ainda faltam modelos inovadores como o que a Plataforma Parceiros pela Amazônia oferece para realizar esse potencial através deste programa. O setor privado tem um papel central em iniciativas como essa e na busca de modelos mistos de financiamento para ajudar a desenvolver a região ao mesmo tempo em que se preserva a biodiversidade”, disse Ted Gehr, diretor da USAID/Brasil.

Esse mix de empresas, sociedade civil organizada e filantropia também é presente entre os investidores mobilizados para as rodadas de negócios promovidas pelo Programa. Para os empreendimentos em fase inicial, muitas vezes é difícil encontrar investidores que trabalhem com tickets de valores menores, o que dificulta o acesso a recursos por parte dos negócios em fases iniciais, que precisam de aportes menores para rodar. Essa é também uma importante contribuição da PPA a essas startups, como aponta Andrea Resende, diretora e responsável pela área de investimento de impacto da SITAWI.

Para 2020, a chamada que selecionou os 15 negócios participantes da nova turma de aceleração recebeu 201 inscrições, mais do que o dobro do ano anterior. Vários dos empreendedores participaram também de uma rodada de negócios com investidores, que totalizou R$ 4,8 mi investidos em nove dos 15 empreendimentos da turma de 2020. Essa ampliação no número de inscritos e no montante dedicado pelos investidores a esses negócios aponta para o fortalecimento do Programa.

O novo portfólio de negócios se mostra mais diversificado, incluindo iniciativas localizadas nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Pela primeira vez a Chamada de Negócios abriu a possibilidade de inscrição para empresas sediadas em outras regiões do país, desde que estejam dispostas a abrir endereço na região norte em até seis meses após o início do Programa.

>> Para conhecer os negócios que serão acelerados em 2020, clique aqui.


Premiações

Reconhecido pelo 4º Desafio de Incubação e Aceleração de Impacto da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) como um dos cinco melhores do Brasil, sendo o mais destacado da região norte do país, o Programa também obteve o segundo lugar na Chamada de Soluções Inovadoras SDSN (Soluções para o Desenvolvimento Sustentável) entre iniciativas da América Latina que contribuem para alcançar os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

O Programa foi também selecionado pelo FIIMP (Fundações e Institutos de Impacto) como uma das seis organizações intermediárias do ecossistema de impacto que apoiam o desenvolvimento de negócios a receber apoio técnico e financeiro ao longo de dois anos (2019 a 2020). E participou da 1ª Mostra GIFE de Inovação Social, que reuniu contribuições geradas ou impulsionadas por organizações da sociedade civil, filantropia e investimento social privado na busca de soluções para os desafios socioambientais brasileiros.

“Nós acreditamos no fortalecimento da economia da região Amazônica através do apoio a negócios com soluções de impacto e pautados pela sustentabilidade. O Programa de Aceleração da PPA é uma excelente oportunidade para fortalecer iniciativas inovadoras, que geram renda e valorizam a biodiversidade.” avalia Georgia Pessoa, Diretora Executiva do Instituto Humanize, um dos investidores e apoiadores da PPA

>> O Boletim de Impacto 2019 do Programa de Aceleração da PPA pode ser acessado aqui

Sobre o Programa de Aceleração da PPA

O Programa de Aceleração da PPA destaca-se por estar 100% dedicado ao empreendedor que atua na Amazônia, como também às demandas e realidades regionais. Além do processo de incubação e aceleração dos negócios, o programa oferece oportunidades de investimento, cooperação, networking e promove a criação de uma comunidade de negócios sustentáveis interconectados. Criado em 2018, é liderado por um grupo de empresas da PPA, coordenado pelo Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) e conta com apoio estratégico e financeiro da USAID, CIAT, Instituto Humanize e Fundo Vale. Por meio da realização de chamadas anuais, seleciona 15 negócios para cada ciclo de aceleração, que dura seis meses. A jornada inclui workshops presenciais, mentorias individualizadas, acompanhamento dos negócios, webinars temáticos, bolsas de estudo e apoio logístico para participação em eventos ou cursos, assessoria contábil, jurídica e de marca.

Sobre a PPA

A Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) é uma plataforma de ação coletiva orgânica em expansão, liderada por empresas do setor privado cujo objetivo é desenvolver e identificar soluções inovadoras para o desenvolvimento sustentável e conservação da biodiversidade, florestas e recursos naturais da Amazônia. Atua por meio de quatro grupos temáticos (GTs): (1) Empreendedorismo, negócios sustentáveis e investimentos de impacto; (2) Bioeconomia; (3) Cadeias de Valor da Amazônia; (4) Gestão Territorial, conservação e comunidades.

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