Programa de Aceleração da PPA se consolida e acolhe 15 novos negócios em 2020

Com apenas um ano de funcionamento, o Programa de Aceleração da PPA (Plataforma Parceiros pela Amazônia) tem muito a comemorar. Os 15 negócios acelerados ao longo de 2019, selecionados dentre 81 inscritos em chamada elaborada para essa finalidade, juntos, promoveram a preservação, restauração e/ou manejo sustentável de 873 mil hectares de Floresta Amazônica.

Os negócios geram 251 empregos diretos, e 67% deles têm mulheres na liderança. Ao todo, 43 municípios e cinco estados são impactados positivamente por sua atuação, beneficiando 110 comunidades.

O grupo acelerado forma hoje uma rede de empreendedores de impacto na Amazônia, com oportunidades de cooperação e networking. 

“Já em seu primeiro ano de funcionamento o Programa de Aceleração da PPA conseguiu reconhecimento e tornou-se referência para o ecossistema de negócios e investimentos de impacto na Amazônia. Vencemos o 4º Desafio de Incubação e Aceleração de Impacto da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), e fomos considerados o melhor programa da região norte. Consolidamos um bom portfólio de negócios e tivemos destaque em matérias veiculadas pela Forbes, Folha de São Paulo, Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, Revista Exame, dentre muitas outras, o que nos trouxe reconhecimento nacional”, avalia Mariano Cenamo, diretor de novos negócios do Idesam, instituição que implementa do Programa de Aceleração.

Fortalecendo o ecossistema de negócios e investimentos de impacto na Amazônia

O Programa investiu R$ 1.870.000,00 nos negócios acelerados em 2019. Algumas startups participaram de uma rodada de negócios com investidores, que levantou mais R$ 1.100.000,00 investidos por USAID, Conexsus, NESsT, SITAWI e Denis Minev nos negócios Manioca, Ração +, Peabiru Produtos da Florestas e Encauchados de Vegetais da Amazônia. 

Para 2020, a chamada que selecionou os 15 negócios participantes da nova turma de aceleração recebeu 201 inscrições, mais do que o dobro do ano anterior. Vários dos empreendedores participaram também de uma rodada de negócios com investidores, que totalizou R$ 4,8 mi investidos em nove dos 15 empreendimentos da turma de 2020: Na Floresta, Coex Carajás, Oka Sucos, Prátika Engenharia, Tucum Brasil, Academia Amazônia Ensina, NavegAM, Manioca e Onisafra. Os investidores foram SITAWI, USAID, Conexsus, Fundo Vale, Instituto Humanize, FIIMP, Grupo Rede Amazônica e Althelia Funds, quase todos membros da PPA.

Essa ampliação no número de inscritos e no montante dedicado pelos investidores a esses negócios aponta para o fortalecimento do Programa. Os 15 selecionados para participar da aceleração em 2020 já se preparam para iniciar a jornada este mês. 

O novo portfólio de negócios se mostra mais diversificado, incluindo iniciativas localizadas nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Pela primeira vez a Chamada de Negócios abriu a possibilidade de inscrição para empresas sediadas em outras regiões do país, desde que estejam dispostas a abrir endereço na região norte em até seis meses após o início do Programa.

As iniciativas se conectam com 14 dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) para a Agenda 2030. Os negócios selecionados trazem soluções em: agricultura e pecuária sustentável, manejo e produção florestal, produtos e serviços ambientais, educação para a conservação do meio ambiente, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, entre outros.

“O Programa de Aceleração é um modelo importante para a Amazônia, porque está preparando empreendedores e negócios sociais para terem um crescimento sustentável e, ao mesmo tempo, produzirem resultados envolvendo comunidades e preservando a floresta. Se queremos modelos que substituam uma economia da ilegalidade ou não sustentável, precisamos apoiar negócios, startups, ideias que seguem nessa direção. E esse programa está fazendo isso”, avalia Ted Gehr, diretor da USAID Brasil, parceira estratégica da PPA.

Inovação e trabalho em rede

Uma das peculiaridades do Programa de Aceleração da PPA é a sua customização em acordo com as necessidades dos empreendedores da Amazônica. E também a cocriação com uma extensa rede de parceiros e com a primeira turma acelerada. Alguns dos empreendedores já haviam participado de outras jornadas de aceleração, mas relataram que nenhuma delas foi tão atenciosa às peculiaridades de região. 

Uma rede de apoiadores e parceiros tem também dado suporte e participado ativamente do desenho do Programa, em constante evolução e adaptação às necessidades dos negócios. Participam dessa rede empresas, organizações da sociedade civil e investidores sociais privados (filantropia). 

“Nós acreditamos no fortalecimento da economia da região Amazônica através do apoio a negócios com soluções de impacto e pautados pela sustentabilidade. O Programa de Aceleração da PPA é uma excelente oportunidade para fortalecer iniciativas inovadoras, que geram renda e valorizam a biodiversidade. São negócios com práticas inclusivas e justas, que preservam o meio ambiente e incrementam o desenvolvimento econômico de toda a região, ” avalia Márcia Côrtes, gerente de sustentabilidade do Instituto Humanize.

Esse mix de empresas, sociedade civil organizada e filantropia também é presente entre os investidores mobilizados para as rodadas de negócios promovidas pelo Programa. Para os empreendimentos em fase inicial, muitas vezes é difícil encontrar investidores que trabalhem com tickets de valores menores, o que dificulta o acesso a recursos por parte dos negócios em fases iniciais, que precisam de aportes menores para rodar. Essa é também uma importante contribuição da PPA a essas startups, como aponta Andrea Resende, diretora e responsável pela área de investimento de impacto da SITAWI.

“A SITAWI tem um histórico de parceria com a PPA e outros projetos voltados para investimento de impacto e para o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Apoiar o desenvolvimento de novos modelos de negócio sustentáveis na região é uma das nossas prioridades. Esse trabalho da PPA, de juntar diferentes tipos de investidores e capital para tornar possível o financiamento desses negócios, é fundamental, porque as empresas e negócios só se tornarão grandes se tiverem o primeiro, o segundo cheque. Estamos felizes em ampliar ainda mais a participação da SITAWI nesta nova rodada, com apoio técnico na seleção e avaliação dos negócios e como principais investidores”, avalia.

>> Conheça os negócios selecionados para aceleração em 2020 

Sobre a PPA

A Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) é uma plataforma de ação coletiva, liderada pelo setor privado, que busca a construção de soluções inovadoras, tangíveis e práticas para o desenvolvimento sustentável, conservação da biodiversidade, florestas e recursos naturais da Amazônia. Atua por meio de quatro grupos temáticos (GTs): (1) Empreendedorismo, investimento de impacto e aceleração de negócios sustentáveis; (2) Oportunidades estratégicas de investimento, com base em incentivos fiscais e bioeconomia; (3) Parcerias entre empresas e comunidades em cadeias de valor locais; (4) Interface com políticas públicas e responsabilidades legais.

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