Da Tribu

Pode a moda gerar impactos socioambientais positivos? Se depender do trabalho da Da Tribu, a resposta é sim.

Criada em 2009 em Belém do Pará pela artesã Kátia Fagundes, a empresa hoje é coordenada por sua filha, Tainah Fagundes, e trabalha com a produção de acessórios contemporâneos – colares, anéis, brincos e pulseiras – com tecnologia da floresta, valorizando a biodiversidade e o meio ambiente por meio de dois insumos: fios de algodão cobertos de látex e papel reciclado.

A produção da matéria prima utilizada em parte dos acessórios é fornecida por meio de uma parceria com a Comunidade Extrativista de Pedra Branca, localizada na Área de Proteção Ambiental da Ilha de Cotijuba, no Pará. É de lá que vem o látex e a produção dos fios encauchados para a criação dos acessórios da principal coleção da Da Tribu – a Pontear.

Hoje, mãe e filha trabalham junto com duas famílias que extraem o látex,, e também com uma marcenaria que atua na produção de acabamentos em madeira a partir de resíduos da confecção de móveis. Além disso, duas ou três outras pessoas auxiliam na montagem das peças.

Entre 2013 e 2015, a Da Tribu trabalhou junto com a comunidade do assentamento Paulo Fontelles/Mosqueiro, no Pará, participante do projeto Encauchados de Vegetais da Amazônia. Em 2017, a comunidade se desligou do projeto, e a Da Tribu passou a trabalhar com a Comunidade de Pedra Branca.

A Da Tribu já vendeu mais de cinco mil peças por meio de feiras de economia criativa, salões de moda e do e-commerce da marca. “Buscamos nos consolidar nacionalmente como uma empresa que impacta positivamente a Amazônia e mercado da moda. O setor de acessórios sustentáveis tem respondido bem, e já estamos estudando o mercado para a produção de bolsas, carteiras e mochilas”, diz Tainah.  

A empresa já teve uma loja conceito, chamada Loja Morada, e desenvolveu seis coleções. Atualmente, trabalha com duas linhas permanentes – a Pontear (que usa o látex) e a Sumos Solares (à base de papel reciclado). Participou do Minas Trend em 2015 e do São Paulo Fashion Week em 2015 e em 2017, integrando o Salão Pop-up de peças autorais.

Muitos prêmios foram também conquistados pela Da Tribu, dentre os quais o Desafio Natura Amazônia – Negócios para a floresta em pé (2016), o Top 100 Sebrae do Artesanato (2016-2019), Prêmio Residência Acessa Campus Telefônica/Vivo + Aliança (2018) o Prêmio Pandora Mulher Empreendedora 2018 e o Prêmio Empreendedor PPA , também em 2018.

RAIO-X

DA TRIBU

CIDADE / ESTADO

BELÉM - PA

DATA DE FUNDAÇÃO

AGO 2009

NATUREZA NEGÓCIO

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL (MEI)

MODELO

B2B, B2C

TAMANHO EQUIPE

8 COLABORADORES

PATENTE

EM PEDIDO

FASE DO NEGÓCIO

PRÉ-ESCALA

SOBRE A EMPRESA

Desenvolvimento de acessórios de moda sustentável com tecnologia da floresta (látex) por meio da geração de renda para famílias ribeirinhas no Pará.

O QUE RESOLVE

Reduzir impactos negativos da indústria têxtil (poluição e trabalho escravo, por exemplo) por meio de uma moda sustentável que valoriza a biodiversidade amazônica, resgatando a cultura local e gerando renda para famílias ribeirinhas.

IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS POSITIVOS

A comunidade participou do processo de criação e design da marca e peças, por meio de um processo de imersão. Atualmente o negócio trabalha apenas com uma família, mas há potencial para expansão. A comunidade parceira foi capacitada em manejo sustentável da floresta por instituições locais, processo apoiado e acompanhado pelo negócio.

ODS

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

IGUALDADE DE GÊNERO

TRABALHO DECENTE E CRESCIMENTO ECONÔMICO

CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS

PRODUTO
Acessórios para mulheres (R$ 120/126 ticket médio) com foco em São Paulo. Venda em eventos específicos.
E-commerce em estruturação.

RESULTADOS
Em fase de estruturação de vendas, com faturamento em torno de R$ 62 mil/ano.

IMPACTO

SINALIZA O PROPÓSITO DO IMPACTO?

ACOMPANHA O IMPACTO?

FUNDADORES

TAINAH FAGUNDES PEREIRA E PEREIRA E KATIA FAGUNDES

CONTATO