Oka Juice desenvolve linha de sucos e chega ao sudeste

Foto: Libra Branding

As latinhas já dão ideia do que vem por aí: a Oka Juice, negócio que integra o portfólio do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da Plataforma Parceiros pela Amazônia, lança no mercado nacional, até o fim de 2020, três sabores da série Sucos da Amazônia: açaí, cupuaçu e taperebá.

Os sucos da Oka até agora eram comercializados em cerca de 70 pontos de venda, com abrangência na Grande Belém (PA). A partir do segundo semestre deste ano, a nova linha chega ao sudeste – Rio de Janeiro e São Paulo inicialmente. Bruno Moraes, cofundador da empresa, conta que uma pré-venda vai garantir a chegada das primeiras 45 mil latas de 269 ml nesse mercado.

“Investimos no desenvolvimento de produto durante a pandemia. Utilizamos os recursos disponibilizados pela Rodada de Negócios do Programa de Aceleração para chegar a um produto com validade competitiva, que pudesse chegar a todo o Brasil. Logo percebemos que era preciso muita tecnologia, e não tínhamos recursos suficientes e nem necessidade de investir em uma fábrica de grande porte para isso. Buscamos parceiros. ”

Na busca por empresas que poderiam atuar de modo terceirizado em parceria, na estabilização e no envase dos sucos, a Oka encontrou cerca de quatro possibilidades. E a que mais se adequou ao processo foi a Globalfruit, mineira. Para chegar a esse encaminhamento, no entanto, um ponto era fundamental: definir a melhor embalagem e desenvolvê-la.

Embalagem nova e mais sabores

A embalagem escolhida foi a latinha, por ter menos custo de investimento inicial em relação ao Tetra Pak. Definido o tipo de embalagem, restava desenvolver um design atraente e que fosse competitivo nas prateleiras. A Libra Branding cocriou a embalagem com a Oka de modo bastante colaborativo.

“O Bruno nos procurou para desenvolver as embalagens para essa nova linha de sucos, com características um pouco mais sofisticados que os outros produtos da Oka. Na pesquisa de significado do nome Oka, além da referência à morada indígena, vimos que a palavra também significa força divina. E esse poder da força divina da Amazônia trouxemos para a embalagem dos produtos, ” diz Berna Magalhães, Diretor Criativo da Libra.

Outro ponto destacado por ele no processo de criação foi evitar ser purista na abordagem da Amazônia, fugindo de uma representação mais bruta e inóspita: “Quisemos demonstrar cada espécie do jeito que ela é, com a singularidade da força que ela tem. Em cada embalagem representamos a árvore, identificada pelo fruto. Fizemos um estudo de folhas, galhos, dos próprios frutos, e isso resultou em uma composição visual e cromática singular. Também incorporamos em cada embalagem uma cena que ilustrasse a extração, o beneficiamento ou o transporte desses frutos. A relação do fruto com a nossa cultura, com a rotina de quem colhe o açaí, de quem despolpa o cupuaçu e do transporte do taperebá. Para que as pessoas conhecessem um pouco a trajetória desse fruto até ele virar suco”, completa Berna.

Tudo resolvido no quesito embalagem, a hora era de escolher o produtor das latas. A Oka fechou com a Ball, que vai fabricar as latinhas para a primeira venda da linha Sucos da Amazônia

No início de agosto, Bruno se reúne com compradores e distribuidores em São Paulo para ajustar a chegada de 45 mil latinhas de suco de açaí no Sudeste – os sucos de cupuaçu e taperebá devem chegar respectivamente em novembro e dezembro.

A Oka já prepara dois outros sabores, que estarão disponíveis em 2021: cacau e bacuri. O suco de cacau será produzido em parceria com a Andor Fruit, em Uruará (PA), e o de bacuri com a Fazenda Bacuri, em Augusto Corrêa (PA), gerenciada por uma liderança feminina da região.

Segundo Bruno, a linha Sucos da Amazônia deve contribuir para o desenvolvimento social de mais de 200 famílias nos municípios de Augusto Corrêa, Uruará e Terra Alta, todos no estado do Pará.

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